14 out, 2010
deniojunior

SACERDÓCIO

Há aproximadamente 500 anos Martinho Lutero foi impactado com a revelação do sacerdócio de todos os santos. Desde então, século após século, a Igreja tem buscado viver essa revelação que os próprios seguidores de Lutero não conseguiram viver. O senso comum de que alguns apenas se achegam diante de Deus ainda predomina por duas razões básicas: ou não queremos amar a Deus sobre todas as coisas [vivendo na graça barata e clientelista] ou não amamos o próximo como a nós mesmos [vivendo como consumidores usufruindo dos serviços de outros, ao invés de sermos servos]. Em nós mesmos, algo utópico, mas o que as Escrituras nos sugerem a seguir?
Além de se achegar ao Senhor, um sacerdote é também uma pessoa que ministra ao povo a favor de Deus. Ele leva a presença de Deus ao povo. E leva o povo à presença de Deus. Ele leva a responsabilidade e culpa do povo diante de Deus. Ele é um ministro e representante de Deus.
Cristo é o modelo perfeito. O autor de Hebreus expressou o espírito de Jesus no sacerdócio, quando citou o salmo que diz: “Pelo que entrando no mundo, diz: Sacrifício e oferta não quiseste,… Então eu disse: Eis-me aqui … para fazer, ó Deus, a tua vontade” (Hb 10.5,7). Jesus não era um sacerdote que cumpria uma obrigação religiosa de oferecer um sacrifício periodicamente a Deus. Ele era o sacrifício. Ele se ofereceu a Deus para fazer constantemente a sua vontade. Ele vivia com um só propósito: de olhar para o Pai e fazer o que ele fazia, carregar o peso que ele sentia, transmitir a palavra que ele falava. Continue lendo